Fisioterapeuta Felipe Del Vecchio explica como deixar os atletas preparados pra estreia!

Com a estreia do Campeonato Mineiro Modulo II começando hoje o Athletic Club enfrenta o Democrata de Governador Valadares, após uma pré-temporada intensa, fomos conversar com o Fisioterapeuta do Athletic Club o Felipe Del Vecchio Moraes.

Felipe se formou na Universidade FUMEC em 2010, já com nove anos de profissão, ele se especializou em Fisioterapia Esportiva e é Pós Graduado em movimento humano (propulsão na faculdade Delta) e sócio da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE).

Sócio Proprietário e Coordenador da ATIVA Fisioterapia Felipe fez estágio nos clube como América Mineiro, com o elenco profissional e na base do Cruzeiro Esporte Clube.

Junto com o gerente de futebol Fabio Mineiro, Felipe vem estruturando aos poucos o Departamento Médico do clube, com espaços específicos para tratamento dos atletas para um melhor atendimento aos jogadores.

Felipe atendeu a equipe do Del Rey Esportes no Estádio Joaquim Portugal para uma resenha franca e clara, explicou pra nossa equipe os processos, exercícios, utilizados na pré-temporada, para que os jogadores chegassem ao grande dia, totalmente hábitos para a primeira batalha que terão no Modulo II.

Felipe esteve presente no vice campeonato da Segunda Divisão do Mineiro em 2018 Foto:Arquivo Pessoal

Del Rey: Neste período de pré-temporada, como é o modo de trabalho para prevenir lesões?

Felipe Del Vecchio: No inicio do trabalho fazemos uma avaliação em todos os jogadores, às vezes não temos o histórico do atleta, então tentamos fazer o historio e uma avaliação pré-temporada pra saber a demanda, pra usar alguns testes específicos para tentar ser mais assertivo possível e montar uma preparação pra cada um, pra saber se teve alguma lesão anterior , a historia deles e a partir desta historia, montamos uma preparação em cima e ai claro tentando numa parte preventiva.

Del Rey: teve alguém jogador que chegou e você teve que fazer um trabalho especial?

Felipe Del Vecchio: Já fizemos este trabalho com alguns, alguns atletas chegaram com pubalgia, é o que fazemos na avalição, eles nos contam o caso que aconteceu antes, fazemos os testes específicos e aplicamos a preparação apropriada. Mas não chegou nenhum lesionado, mas com os que já possuem algum histórico de lesão ai fazemos a preparação para manter o jogador ativo, mas como vieram de férias o nosso trabalho foi mais pra colocar em forma junto com os preparadores físicos, mas não chegou nenhum jogador com lesão.

Del Rey: Cada atleta tem uma resposta diferente para o tratamento de fisioterapia, como você administra isso dentro de um grupo grande de jogadores?

Felipe Del Vecchio: Aqui infelizmente não temos tanta estrutura como deveríamos ter pra atender todos ao mesmo tempo, em times de ponta às vezes trabalham com quatro, cinco fisioterapeutas, atendendo no DM e no campo. Aqui tentamos ao máximo para todos serem atendidos por igual, como é grande a demanda, tentamos atender de três em três, mas o ideal seria fazer em individual tratar a lesão de cada um, trabalhamos com horários marcados para termos êxito no tratamento. O treino tem o termino as 17hrs, na maioria das vezes ficamos  após o treino para conseguir atender  a todos  e ou fazer um  trabalho a parte com os jogadores para que o resultado seja mais rápido e satisfatório.

Felipe com a equipe técnica do Athletic Club. Foto: Athletic Club

Del Rey: Em relação aos equipamentos de fisioterapia, como está o Athletic em relação aos times grandes da capital mineira?

Felipe Del Vecchio: Hoje nos temos uma parceria com a minha clinica (Clinica Ativa), todos os projetos que foram montados desde o ano passado junto com o Fabio (Gerente de Futebol) no setor de fisioterapia, no projeto eu disponibilizo toda a infraestrutura da minha clinica, para os atendimentos dos atletas, trago a aparelhagem para o clube, para conseguir atender com a máxima eficiência. Eu acabei investindo também por causa da clinica, mas temos alguns equipamentos de ponta como, a bota de recuperação muscular, uma smartgun para recuperação muscular e liberação fascial, ultrassom tudo que é usado, mas não ficamos muito presos nos equipamentos usamos muito a musculatura, conhecimento cientifico, o que é bom para o atleta voltar mais rápido, o atleta não pode ter um tratamento convencional, o a evolução da recuperação tem que ser evoluir mais rápido, para o atleta voltar em duas ou três semanas para a atividade.

Empresa que o Felipe é sócio proprietário e aonde usa de base para atender os atletas.

Del Rey: Como é feito o atendimento emergencial do atleta no clube?

Felipe Del Vecchio: Depende muito do que acontece na hora, eu brinco com os meninos que somos “pequeno time grande” que felizmente eu sou medico , sou o enfermeiro e às vezes ajudo na preparação física, o ideal seria ter um médico, mas no campo em dia de jogos, temos médico e enfermeiro em caso de sangramento ou coisas similares, só que na maioria das vezes é atendimento de primeiros socorros, você tem que ter uma base de primeiro socorros, eu fiz a preparação para trabalhar nas Olimpíadas então eu tenho uma noção do que tem que ser feito, não só na parte de recuperação ou na parte de atendimento imediato também tenho uma noção do que tem que ser feito, mas depende muito do que aconteceu imobilizar ou estancar um sangramento, vai depender muito do q aconteceu.

Del Rey: Como é o histórico de contusões de jogadores na temporada passada? E como melhorar estes dados?

Felipe Del Vecchio: A maioria dos casos foi tornozelo, no futebol a maioria das lesões acontece nos membros inferiores e na parte posterior da coxa, o nosso caso foi mais o tornozelo, coincidentemente foi tornozelo ou pancada, não teve torção. Nos trabalhamos muito bem nisso, mesmo sabendo que o nosso campo não estava num estado muito bom, conseguimos fazer um trabalho. Sempre fazíamos um trabalho de prevenção nas quartas feires e nas sextas, exercícios como agachamento e trabalho no disco de equilíbrio sempre tentando manter o tornozelo mais parado. Tivemos dois casos importantes o ano passado que deixou o Adriano (Toledo-PR) um bom tempo parado e o Badio (Coimbra) que ficou de fora das duas partidas inicias.

Del Rey: Em relação a numero você sabe quantos jogadores passaram pelo DM no ano passado? E quem pode estar fora da partida de estreia?

Felipe Del Vecchio: Todos os jogadores vão ao DM, mas nem sempre é por causa de lesão. “O Felipão estou com uma dorzinha aqui, estou com um incomodo, estou cansado”, às vezes é só cansaço mesmo então trabalhamos só a reabilitação agente trabalha na parte de prevenção e recuperação, fazemos um trabalho de recovery, depois do recovery o libero. Mas no ano passado tivemos oito, ter a lesão iniciar o tratamento, fazer a parte física, fazer a transição pra bola e liberar, foi um numero muito baixo, com trinta atletas em quatro meses de campeonato, foi um numero baixo. Mantemos um planejamento inicial muito bem elaborado, sabemos das nossas limitações, numero pequeno de atleta, se machucar temos que ir ao mercado atrás de outro atleta. Focamos no trabalho de prevenção e não de reabilitar, fazermos de tudo para não machucar.

Fora da estreia temos o Filipe, Igor Zezão.

Felipe em ação no treino no Estadio Joaquim Portugal. Foto: Athletic Club

Del Rey: Porque escolheu trabalhar com Fisioterapia esportiva?

Felipe Del Vecchio: Cara sempre gostei de trabalhar com a Fisioterapia, mas a fisioterapia Esportiva ela é um pouco diferente, pois ela tem que ser tudo um pouco mais rápido do que a convencional, ate atendo na minha clinica idoso, coisas que temos que é para manter a função, mas é um tratamento mais lendo. Na esportiva é tudo mais intenso, temos que tratar rápido , tudo que fazemos podemos exigir mais do atleta que ele te responde, é o que eu me sinto mais confortável de fazer, ate pra ver a recuperação mais rápida. É bom demais você ver a recuperação de alguém, mas às vezes uma recuperação que demora em torno de oito meses você consegue ver em três, quatro semanas é gratificante demais. Você pega um atleta, que machucou , recupera ele, entra no jogo e consegue resolver a partida fazendo o gol, aquele cara q às vezes se você não tivesse trabalhado com ele, talvez nem fosse jogar mais.

Del Rey: Acostumamos a ver alguns jogadores com fitas no joelho, panturrilha e muitas pessoas não entendem pra que serve isso?

Felipe Del Vecchio: Boleiragem rs. Pra alguns é só boleiragem mesmo vê aquelas fitinhas coloridas querem usar só pra boleirar mesmo rs. Aquilo ali chama Kinesio tape e dynamic tape cada uma tem uma função, a kinese é mais para dar um efeito sensorial, às vezes o atleta esta com alguma dor ou desgaste eu colo a kinese, às vezes ela nem faz efeito tanto sensorial, mas o psicológico do atleta se eu colocar aquilo ali ele vai entrar e jogar muito então eu vou fazer.  Na dynamics tape, ela já tem uma resposta mecânica o musculo com uma discrepância de força uma dominância entre membros já conseguimos corrigir um posicionamento de tornozelo joelho com um posicionamento correto, o cara esta em tratamento foi liberado vai pra jogo só que ainda falta um trabalhinho especifico que nos tentamos fazer após o treino então às vezes no jogo aquilo da um suporte pra conseguir fazer o movimento adequado certinho sem problema nenhum pra prevenir e entrar cem por cento no jogo.

Samuel Nascimento

  • Idealizador do Site Del Rey Esportes
  • Tricolor Nato | Responsável pelo Instragram Tricolor São João del Rey
  • Nascido em 16/05/1986

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