Histórias do Futebol – “Felipe Batista sãojoanense”

Hoje (19/06) estamos aqui com o Felipe Batista sãojoanense nato, começou nas categorias de base dos times da cidade alternando entre o futsal e a sua paixão que é o gramado.
Com apenas 11 anos de idade conseguiu iniciar o seu sonho, não diferente de todas as crianças brasileiras de se tornar um jogador profissional .Começando nas categorias de base do Clube Atlético Mineiro , Batista conseguiu iniciar a sua carreira no seu time de Coração . Mas infelizmente uma serie de lesões o impediu de continuar sua trajetória nos gramados.
Em uma pequena resenha, Del Rey Esportes conseguiu descobrir um pouco mais sobre a sua carreira profissional e suas histórias.

1 – O que te fez arriscar a vida no futebol?
O Prazer em jogar bola, vontade, quando fui era muito novo, tinha entre onze de doze anos. Meu pai conseguiu arrumar um teste para eu fazer e eu fui.
2-Foi direto ao Atlético Mineiro?
Sim. Fui direto ao Atlético, fiz as peneiras, joguei um pouco só e depois pediram que eu retornasse.
3 – Hoje qual a sua idade? Acha que poderia ter ido mais longe?
Fiz 31 esse ano. Não sei te falar se conseguiria ir mais longe, mas acho que poderia jogar pelo menos mais um pouco. Uma série de fatores que aconteceu, mas não me arrependo de ter parado.
4 – Você pode falar o que te fez largar a carreira profissional?
Posso. Estava com 25 anos quando parei, nos últimos três, quatro anos tive uma série de lesões, isso faz com que a gente perca espaço, você começa a ser emprestado, tem muita rodagem. Então quando comecei a machucar muito já tinha começado um negócio aqui em São João Del Rei e estavam precisando de mim aqui, como estava fazendo contratos curtos, achei melhor parar e tomar conta do que é meu enquanto era tempo.
5-Qual foi sua maior conquista?
Ter jogado no profissional do Atlético e Seleção Brasileira nas categorias de base.
6 – Quais campeonatos você disputou pela categoria de base da Seleção Brasileira? Como foi a experiência?
Copa Sendai, no Japão. Experiência fantástica. Campeonato super organizado, algo típico de japonês, competição curta, mas fizemos uma preparação de duas semanas. Uma experiência incrível. Fomos Campeões
7-Dessa época algum jogador em atividade?
Joguei junto com Lucas Leiva(ex-Grêmio, Liverpool),David Braz(ex-Flamengo, atualmente no Santos),Luizão(zagueiro ex-Cruzeiro ),Samir(atuou no Atlético-PR, naturalizado croata), Marcelo Moreno ( ex-Cruzeiro, boliviano mas possuí dupla nacionalidade e resolveu defender o Brasil na base),Marcelo Grohe(Grêmio).
8- Ficou alguma frustação? Conquistou tudo que estava em mente?
Não, não fica nenhuma frustação.
9 – Existe a história de empresário escalar jogador?
Existe os dois lados, o empresário pode ajudar como pode atrapalhar. Não presenciei nada do tipo.
10 -Você continua de alguma forma ligado ao futebol?
Hoje me falta tempo por conta das minhas atividades, meu trabalho me toma muito tempo, mas sou louco por futebol, mas tenho muita vontade de fazer alguma coisa na área, até mesmo um trabalho voluntário.
11-O que chegou a atrapalhar sua evolução no futebol?
Sou da opinião de que “somos responsáveis pelo que acontece com nossa pessoa”, se não joguei mais a culpa foi minha, mas eu acho que poderia ter alguns pontos cruciais na época do Atlético-MG. As lesões atrapalharam bastante sim.
12- Você estreou em um Atlético-MG x Botafogo-RJ, a situação não era a melhor do clube e você entrou em uma posição diferente. Acha que o técnico (Emerson Leão), poderia ter te escalado melhor no time ou até mesmo em um outro jogo? Isso te atrapalhou?
Não, ele foi o cara que me colocou pra jogar, várias vezes eu ia pro banco e ficava. Treinava no time titular e nunca jogava. Se for pra falar alguma coisa é agradecer.
13- Você tinha o sonho de jogar em algum time em especial?
O Atlético-MG, sempre fui atleticano desde garoto.
14- Ganhou algum título pelo Atlético-MG?
O Campeonato Mineiro de 2007 com o profissional, não jogando efetivamente, fiquei mais no banco. Mas na base foram vários.
15- Como você avalia seu tempo como jogador profissional?
Foi muito bom, conheci vários lugares, tive várias experiências que nunca imaginei que pudesse ter, me fez crescer muito como pessoa e amadurecer muito novo. Tudo que tenho hoje, até minha empresta foi graças ao futebol também.
16 – Quais outros clubes além do Atlético-MG você jogou?
Joguei no CRB, Uberlândia, Santa Helena-GO e Corinthians-AL
17- Tinha o sonho de atuar na Europa como a maioria dos jogadores? Algum clube em especial?
Tinha essa vontade sim, porém nenhum clube em especial.
18-Qual a sua indicação para os garotos que estão vindo agora no futebol?
Aproveitar o tempo e qualquer oportunidade que aparecer, qualquer treino e jogo fazer com que fosse o último pelo fato de passar muito rápido.
19-Você comentou antes que se tivesse um tempo disponível gostaria de estar mais presente no futebol. A gente vê aqui na cidade o campo do Guarani infelizmente está abandonado. Você nunca teve uma vontade de sentar com algumas pessoas e ver o que pode ser feito para reerguer o clube, colocar mais uma equipe no campeonato da cidade que tem poucos times disputando?
Seria muito legal e importante também até porque na minha época tínhamos opções, podíamos escolher onde jogar. Eu não sei como está a situação hoje.
20-Se chegasse um convite para você disputar algum campeonato profissional, aceitaria?
Claro que ia dar vontade, mas não teria tempo. Não posso largar o que tenho hoje por algo incerto.
21-Foram quantos anos de carreira?
Se for contar com as categorias de base foram 14 anos (dos 11 aos 25).
22-No futebol existe mesmo o lance de pessoas te levarem pro caminho ruim ou te fazerem seguir no bom caminho?
Existe sim, em qualquer área a gente vê isso.
23- A fama sobe à cabeça?
Para as pessoas que não sabem lhe dar com a situação sim. A pessoa que não sabe viver com pouco, não vai saber viver com muito.
24- Tirando a estreia, qual foi o jogo mais memorável para você?
O primeiro jogo pela seleção e quando fomos campeões da Taça BH.

25-Como foi sua estadia em Belo Horizonte? Tinha família na cidade? Morou no clube?
Fiquei sozinho, morava nas dependências do Atlético, fiquei muito tempo no CT, Estava em processo de estruturação e hoje tem essas condições. Depois te um tempo saí do CT e fizemos uma republíca.

Depois desta incrível resenha DEL REY ESPORTES só tem que agradecer a recepção e a atenção deste grande ser humano , que nos proporcionou saber como é em uma pequena escala a vida de um atleta profissional .

Kellton W. De Castro
Repórter Del Rey Esportes

Kellton Wenzel de Castro

Estudante de jornalismo Interessado pela área de Esportes

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